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| Ilustração de Alex Doeppre |
domingo, 10 de junho de 2012
O QUE É FANZINE
quarta-feira, 23 de maio de 2012
FUTEBOL: UMA PAIXÃO
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| Ilustração de Marcelo Tomazi |
domingo, 22 de abril de 2012
CAPITALISMO X SOCIALISMO
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| Arte: Alex Doeppre |
quarta-feira, 14 de março de 2012
2012
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| Montagem: Jerônimo Souza (RS) |
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
PROTESTE JÁ
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| ARTE DE PAULO FERNANDO |
domingo, 11 de setembro de 2011
ALVORADA: 46 ANOS
Nossa cidade completa neste mês 46 anos. Veja um pouco de sua História através da trajetória da Família Rosa dos Reis.
A Família Rosa dos Reis é uma típica família alvoradense, formada no já emancipado Município de Alvorada. A família surgiu da união de Ari Teodorico Machado dos Reis e Maria Teresinha Gomes da Rosa, ambos oriundos do Município de Santo Antônio da Patrulha. A Família Reis deslocou-se para Alvorada em 1964 oriundos do Sertão do Rio dos Sinos – 5º Distrito de Santo Antônio da Patrulha. Já a Família Rosa chegou a Alvorada em 1965 vindo da Pedra Branca – 2º Distrito de Santo Antônio da Patrulha. A vinda foi resultado do problema da terra, ou melhor, da falta dela.
A Família Reis tinha como patriarcas Antônio e Maria Madalena Machado dos Reis e residiam em uma pequena chácara de 10 hectares com nove filhos. Assim, a terra era pouca, levando os filhos ao completar 18 anos a virem para Porto Alegre prestar serviço militar e depois ficavam em casa de parente para procurar trabalho. Quanto as meninas vinham para trabalhar em fábricas, tais como: Zivi-Hércules, Albarus, Taurus, Fogões Geral, Fogões Waling, Porcelana Renner, Matarazo... A Família Rosa tinha como patriarcas Bernardino Antônio e Guilhermina da Rosa e residiam em terras arrendadas. Portanto as perspectivas não eram nada boas e quando chegava a idade de trabalho o rumo era Porto Alegre. Desta forma ficava claro que o melhor para a família como um todo era juntar as economias possíveis e rumar para a zona urbana.
A escolha de Alvorada é uma questão socioeconômica. As famílias eram pobres e aqui os terrenos eram baratos, pois não havia nada de infra-estrutura – água, luz, esgoto, muitas ruas eram abertas em meio a chácaras para fins de especulação imobiliária. Também era uma oportunidade de iniciar um comércio – caso da Família Reis. O local escolhido para fixar moradia foi a Vila Fontoura, na rua Carlos Fontoura, a Família Rosa no nº 127 e a Família Reis no nº 421. A proximidade acabou aproximando Ari e Maria. A Vila Fontoura nesta época era um típico local surgido em meio a uma chácara. A luz foi instalada a partir de um mutirão dos moradores mais antigos a chegada das famílias, a água era de poço artesiano e o esgoto era a céu aberto. A Família Rosa e a Família Reis que deram origem a Família Rosa dos Reis é um exemplo do êxodo rural – deslocamento do campo para a cidade – do qual Alvorada abrigou e continua abrigando até os dias de hoje.
Texto: Denilson Rosa dos Reis
Texto originalmente publicado no livro Raízes de Alvorada
terça-feira, 23 de agosto de 2011
EDUCAÇÃO: A SAÚDE DO PROFESSOR
Ainda hoje, depois de quase 20 anos atuando no Magistério, escuto pessoas comentando que a vida de professor é um paraíso, qualquer data comemorativa vira feriado, tem dois meses de férias e trabalha poucas horas diárias. Realmente, o calendário escolar é flexível quanto aos feriados, pois dos 360 dias anuais, o aluno tem 200 dias letivos (aula). Isto também leva a possibilidade de 45 dias de férias mais o recesso de uma semana em julho. Quanto a poucas horas diárias, é uma opção pessoal e/ou de necessidade.
Com um salário básico de “três dígitos” e, no caso do Rio Grande do Sul, bem longe da casa dos 1000, muitos professores fazem concurso para 40h semanais e, assim que possível, pegam uma convocação de mais 20h, totalizando 60h semanais, o que leva o professor a trabalhar 3 turnos diários. Não podemos esquecer que além de estar na sala de aula por no mínimo 48h destas 60h, o professor precisa de tempo para preparar as aulas, elaborar e corrigir avaliações, além de buscar uma atualização permanente através de cursos, leituras e informações diárias do que acontece no mundo.
Somado a este quadro exaustivo de trabalho, temos um sistema que levou à corrupção governamental, desestruturação da família, entre outros tantos problemas que acabam estourando nas crianças, cada vez mais abandonadas por todos e largadas dentro das instituições de ensino, como local de redenção para suas vidas. Mas o resultado é desanimador. As crianças não apresentam limites e o conflito com um professor cansado e, muitas vezes estressado, é “quase” inevitável.
O resultado de tudo isso desemboca na saúde do professor. Os casos de professores que precisam de medicamentos antidepressivos é cada vez maior, sem falar numa parcela que, mesmo após medicamentos e terapias, a única solução é o afastamento de suas funções. A situação é muito séria!
Texto: Denilson Rosa dos Reis




